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BIODANZA
E AÇÃO SOCIAL ASPECTOS BÁSICOS
Por Myrthes Gonzalez - Psicóloga e Facilitadora
de Biodanza
A Biodanza na ação social oferece
meios de resgate da cidadania a partir do reforço
da identidade individual, grupal, comunitária
e cultural, favorecendo a noção
de valor intrínseco e de importância
dentro da sociedade. Resgata a potência
de agir no mundo e modificar realidades opressoras
a partir de uma noção vivencial
de dignidade.
A Biodanza e a Ação Social
O ponto de partida para uma reflexão de
Biodanza e ação social é
a constatação que a Biodanza por
seus princípios sempre vai gerar um impacto
de modificação nas estruturas sociais.
Mesmo a Biodanza oferecida em grupos semanais
de classe media ou alta oferece aos participantes
a possibilidade de rever sua relação
com o meio, modificando posturas e condutas, resgatando
um maior senso de dignidade e uma proatividade
na relação com o mundo circundante.
O participante de Biodanza, independente de sua
classe social, sempre é convidado a rever
seus valores e busca a proteção
da vida em todas as suas manifestações.
A pratica da Biodanza faz despertar a empatia,
o afeto, a capacidade solidária e a indignação
frente ao desrespeito e à opressão.
Partindo desta constatação é
comum pensar-se que toda Biodanza é ação
social. Sim, é compreensível a visão
do potencial de transformação social
que pode ser alavancada com esta metodologia.
Mas para entrar no campo da ação
social são necessários alguns passos
além, em temos estruturais, que direcionem
os resultados de nossas ações. Ação
implica em um movimento que tem uma direção.
A ação social tem um propósito,
uma direção, algo que se busca em
relação às estruturas sociais.
• Resgate da dignidade a partir do reforço
da identidade. O conceito de identidade em Biodanza
está relacionado com a presença
singular no mundo – a percepção
de valor próprio. Estas questões
estão diretamente vinculadas com a dignidade.
Situações de miséria, privação
de direitos essenciais, violência física
e emocional, abandono e descuido, geram uma ruptura
na noção de pertencimento à
sociedade, à cidade e ao país. Cria
guetos formados por pessoas que desconhecem seus
direitos e que não reconhecem suas possibilidades
de contribuição na construção
comum. O fenômeno da exclusão social
provoca uma exclusão de si mesmo. Muitas
vezes programas de assistência social tornam-se
ineficazes quando não estão focados
em facilitar aos participantes um desenvolvimento
de suas potencialidades no mundo. O oprimido sai
desta situação quando adquire a
noção de si e da importância
de sua participação. Através
das vivências de Biodanza o participante
vai reconhecendo seu valor, seus potenciais e
aprendendo a ver o valor e os potenciais dos demais.
Deixa de aceitar a privação como
algo normal e é estimulado a protagonizar
ações de mudança no estilo
de vida pessoal e da comunidade.
• Resgate de valores de cuidado com a vida
como: auto estima, amizade, solidariedade, vínculo
em feedbackcom o ambiente.
O estimulo a ações de mudança
está sempre ligado a uma construção
coletiva do mundo. A ideologia dominante perpassada
pelos meios de comunicação é
a da individualidade, do sucesso pessoal, da competição
e da guerra por galgar posições.
O clima é de competição,
estresse e solidão. Muito embora a mídia
veicule que este é o caminho para a felicidade
e a paz de espírito, sabemos que esta é
a estrada mais curta para o esgotamento físico
e emocional. A pessoa que vive a vida buscando
a felicidade e o valor próprio no consumo
e em símbolos de statusestá tão
alienada de si e de sua dignidade quanto a pessoa
que não tem casa, nem o que comer. O bloqueio
afetivo e perceptual decorrente do individualismo
é uma grave ausência de ética,
que constrói uma sociedade indigna e sem
identidade. Uma massa amorfa de escravos do produzir
e consumir. A ação social em Biodanza
tem por base uma revisão de valores que
podemos chamar de anti-vida. Ou seja, valores
que afastam o ser humano da proteção
da vida, em si, nos demais e no ambiente. São
simples os valores que estimulamos, mas são
essenciais à manutenção da
integridade e por fim são os que realmente
podem conduzir à felicidade e à
paz de espírito; à auto-estima,
amizade, solidariedade e ao vínculo em
feedbackcom o ambiente. Estas são veículos
de reais mudanças sociais, como diz Rolando
Toro: “Andar de mãos dadas é
um ato revolucionário”.
• Estimulação dos potenciais
genéticos presentes em cada linha de vivência.
O ser humano é pleno de potenciais. Estes
têm origem biológica, ou seja, genética
e se manifestam ou não dependendo da relação
da pessoa com o meio. Todos nós temos potencias
muito além do que seremos capazes de expressar
durante nossa existência. O fato uma determinada
característica existir em potencial em
uma pessoa, não significa que se manifeste.
São fatores ambientais que estimulam o
potencial a se manifestar. Por exemplo: uma pessoa
pode nascer com uma tendência particular
para expressão gráfica. E nascer
em um meio que a estimule a manifestar plenamente
este potencial, rico de estímulos que o
desenvolva. Esta mesma pessoa poderia ter nascido
em um meio neutro, que não o favorecesse
e nem o reprimisse. Ela por si só poderia
tomar contato com estas habilidades, contudo não
teria tantas chances de desenvolvê-las.
Por outro lado, a mesma pessoa poderia nascer
em um meio onde é punida e desqualificada
quando busca esta forma de expressão. Estão,
apesar de existir em potencial, é possível
que esta habilidade permaneça latente por
muito tempo, podendo desenvolver-se em um segundo
momento se encontrar um meio estimulante e acolhedor,
que permita superar o medo de entrar em contato
com seu potencial.
A Biodanza, através de uma metodologia
vivencial, busca criar um ambienteestimulante
para a manifestação dos potenciais
humanos. Os potencias se manifestamatravés
da experiência no mundo, o que chamamos
vivência.As linhas de vivência são
as manifestações destes potencias
em cinco diferentes formas:
Vitalidade: potencias para saúde, auto-regulação,
busca de alimentação saudável,
regulação do repouso e da atividade;
Sexualidade: potencial de prazer que vai estar
relacionado ao desfrutar de todas as atividades
do cotidiano;
Criatividade: potencial de utilizar uma infinidade
de formas de expressão de sentimentos,
idéias e emoções –
potencial de inovação.
Afetividade: potencial relacional, sentimento
de empatia, solidariedade, amizade e ligação
com os demais; Transcendência: potencial
de inserção no meio.
Sentimento de pertencimento ao ambiente. Sentimento
de dignidade e resgate da sacralidade da vida.
Sendo assim o tema central da Biodanza em ação
social é o resgate da identidade em sentido
amplo e profundo. São aspectos relevantes
deste processo:
Valor da expressão cultural A identidade
de um povo, comunidade ou grupo se traduz por
sua manifestação cultural. É
essencial observar, respeitar e validar a cultura
de cada população.
Singularidade Cada ser humano é único.
Não existe nenhuma pessoa totalmente igual
à outra. Mesmo com a coincidência
de códigos genéticos a vivência
de cada pessoa determina resultados diferentes.
Existe uma tendência à massificação
que nega o singular. Este sendo negado esvazia
o valor intrínseco de cada ser humano,
dessacralizando sua relação consigo
mesmo e com sua vida. O conceito de identidade,
visto pela Biodanza, passa pelo resgate da sacralidade
integrada com a vida. Quando dessacralizamos algo,
o banalizamos e podemos desprezá-lo. Nossa
cultura coloca o sagrado fora da natureza e das
pessoas e por isso é capaz de ser extremamente
violenta e destrutiva.
Dignidade Existem alguns aspectos da vida de um
ser humano que não podem faltar, sob pena
de que a carência altere a percepção
de sua condição no mundo. Pessoas
que passam pela experiência da fome contínua,
da falta de habitação e de condições
de higiene, passam a tolerar e a considerar natural
passar por estas privações. Resgatar
a dignidade significa o retomar a certeza que
pelo simples fato de existir um ser humano deve
ter a condição plena de cidadão.
Potência O fato de percebermos que existem
coisas a serem conquistadas e transformadas em
nossas vidas não significa que nos sintamos
capazes ou merecedores. Quando propomos a Biodanza,
estamos estimulando nas pessoas a percepção
de si como seres capazes de mudança e ação
concreta no mundo. A identidade pede passagem,
espaço e para conquistar estes fatores
é necessário a percepção
de si como potente. Responsável por si
no mundo. Um agente transformador.
• Capacidade de adaptação
e mudança Estas duas características
a pesar de parecerem contraditórias são
complementares e compõem o que chamamos,
em Biodanza, de capacidade de fluidez. Podemos
usar a metáfora da água, que em
seu movimento circula, muda de estado, mas é
capaz de se adaptar a foram de recipientes e aderir
a suas paredes. Então a fluidez é
um sinônimo de liberdade com responsabilidade
e comprometimento. Ou seja, em Biodanza aprendemos
que liberdade é circular por uma rede de
vínculos com infinitas possibilidades.
Para isso tem de haver muita comunicação
afetiva e responsável, capacidade de deixar-se
tocar pelas situações vividas e
viver intensamente cada instante, sem apego. A
fluidez, ao contrario do que poderia se pensar,
está ligada à força, uma
força que não nega a sensibilidade.
Por outro lado a rigidez, incapacidade de mudança
e adaptação reflete o medo e a fragilidade
diante da vida, que faz com que uma pessoa vista
couraças para garantir a sobrevivência,
aparentando uma força que internamente
não existe e pagando o preço de
perder a sensibilidade.
Reflexão profunda sobre os próprios
valores e lugar no mundo. Não cabe ao facilitador
dizer como um participante deve viver ou se relacionar-se.
O facilitador não está no grupo
para impor sua forma de ver o mundo, nem para
estabelecer comparações ou juízo
de valor. A proposta é proporcionar um
ambiente que permita ampliar os horizontes de
percepção, estabelecendo uma visão
reflexiva sobre valores e formas de estar no mundo,
permitindo vislumbrar novas possibilidades tendo
o contato com o potencial criativo e solidário
como instrumentos de transformação.
Não podemos confundir identidade com uma
postura egóica, que comumente é
estimulada pela mídia e até mesmo
pela educação. Em Biodanza percebemos
a uma identidade forte, como aquela capaz de estabelecer
vínculos cooperativos, tendo atuação
baseada em redes afetivas.
O Desafio do Facilitador
O trabalhador social sempre exerce um impacto
sobre a comunidade que atende. Este pode ser positivo
ou negativo. Por este motivo é importante
uma reflexão sobre o papel deste profissional.
Aqui convido para examinarmos alguns pontos sobre
o facilitador, para refletir e colocar especial
atenção:
- Compreender a realidade onde está se
inserindo a partir da empatia e não do
julgamento e de pré-conceitos. O facilitador
Biodanza pode ser solicitado desenvolver seu trabalho
em comunidades que têm hábitos culturais
diferentes dos seus. Muitas vezes estes podem
ser inclusive conflitantes. Existe aqui um perigo
de comparação, ou até mesmo
de imposição de uma forma de conceber
uma realidade sobre a outra. O facilitador de
Biodanza é convidado então a não
entrar no julgamento da situação,
pois comparações culturais são
sempre nefastas e degradantes. É difícil
compreender os valores de uma cultura a partir
dos valores conflitantes de outra. A percepção
da situação do grupo e das pessoas
que o compõe deve passar pelo filtro da
afetividade, do envolvimento solidário,
empático e de comunhão de todos
os atuantes do processo. O valor central é
a vida. A ela nos conectamos através da
dança e da interação vivencial.
Neste momento transcendemos as barreiras culturais
para encontrar a verdadeira comunhão entre
seres humanos e a natureza.
- Estabelecer um diálogo constante com
seus valores culturais que entrem em choque com
a realidade vivida. O Choque entre valores culturais
não é uma questão simples
de resolver. Por mais que um facilitador sinta-se
apto a aceitar o grupo e as pessoas, com elas
são algumas situações podem
ser chocantes e gerar angústia e sentimento
de impotência. O ideal neste caso é
que o facilitador tenha um espaço de condivisão
de experiências e sentimentos com outros
colegas que façam uma atividade semelhante.
De preferência que o grupo de facilitadores
tenha o apoio de um profissional experiente, mas
que não esteja indo a campo no mesmo local.
Este faria a coordenação da reunião
e poderia facilitar a expressão de todos,
auxiliando a vislumbrar saídas e a possibilitar
a compreensão das situações
vividas.
- Diferenciar suas necessidades das necessidades
do grupo, buscando reconhecer demandas invertidas.
Quando buscamos um trabalho social estamos muitas
vezes motivados pelo desejo de ajudar os demais.
Muitas vezes pensamos que algo é necessário
para uma determinada pessoa, grupo ou comunidade.
Muitas vezes aquilo que julgamos imprescindível
para se viver é absolutamente dispensável
para o outro, ou mesmo algo que se tornaria um
distúrbio. Então é necessário
perceber que nossas necessidades não são
necessariamente a dos demais. Que não estamos
no trabalho social para satisfazer as necessidades
alheias, mas sim para resgatar a capacidade de
reconhecer os próprios sonhos e necessidades
e a força, a organização
para realizá-los.
- Estar disposto a crescer e transformar-se. Facilitar
o desenvolvimento dos potenciais humanos é
um ato de ressonância onde todos os envolvidos
devem estar dispostos a se transformar(-se). O
facilitador também entra neste processo.
Observa-se que o trabalho em realidades muito
diferentes das que o facilitador está habituado
pode provocar-lhe processos de transformação
muito profundos. Muitas vezes, o facilitador vive
processos bastante radicai,s onde constata seus
limites pessoais para ajudar os demais, e encontra
seus próprio preconceito e prepotência.
É importante que o facilitador tenha ajuda
em supervisões e grupos de condivisão,
para que possa elaborar de forma positiva a experiência.
- Reconhecer seus talentos e propósitos
colocando-os a serviço do propósito
do grupo de trabalho. O ideal no trabalho social
é que ele tenha uma estrutura de equipe.
Ou seja, não se realize apenas por um profissional
ou voluntário que vai a campo, mas por
um grupo de pessoas que pensam, sentem e constroem
juntos o trabalho. Neste caso é importante
que possamos reconhecer os talentos e habilidades
de cada envolvido e assim que cada pessoa possa
descobrir o lugar onde tem mais a contribuir dentro
do grupo. Algumas pessoas não têm
aptidão para o trabalho de campo, mas são
muito talentosas na organização
de documentos, na elaboração de
projetos, no apoio logístico e/ou emocional
aos colegas e ao grupo. Para um trabalho profissional
no campo social é necessário este
tipo de estrutura e é necessário
entender que nem todos farão tudo, mas
que cada um vai fazer o melhor dentro de sua área
de competência. É da atividade orquestrada
de todos os envolvidos que surge um grupo com
identidade e possibilidade de realização.
- Reconhecer suas limitações e pedir
ajuda, valorizando os talentos, a capacidade e
o vinculo afetivo existente na equipe. Como já
havíamos visto o ideal no trabalho social
é que ele não seja uma iniciativa
individual, de apenas um facilitador isolado,
mas sim uma construção coletiva
de um grupo de pessoas, que pode ser composto
de facilitadores de Biodanza, ou facilitadores
e uma equipe multidisciplinar. No trabalho de
equipe é importante pedir ajuda, delegar
tarefas e perceber que não podemos centrar
tudo em uma única pessoa.
- Humildade Quando chegamos a uma comunidade que
vive várias situações de
exclusão e carências materiais das
mais diversas ordens podemos sentir a tentação
de experimentar uma sensação de
superioridade e nos colocarmos no lugar do salvador.
Aquela pessoa que veio ensinar a saída.
Viemos de uma tradição colonialista,
onde ao chegar a uma nova terra o colonizador,
vindo de uma cultura estranha ao lugar, trata
de introduzir sua visão de mundo julgando
a cultura local inferior a sua. Impõe seus
valores julgando estar fazendo um grande benefício.
Muitas vezes este ato, motivado pelo desejo de
ajudar, corrompe culturas locais, afastando as
comunidades de suas raízes culturais e
históricas, produzindo ao contrario do
que se busca, um enfraquecimento da identidade.
A presença do facilitador certamente produz
mudanças. Estas vêm a partir da interação,
da experiência de conhecer o mundo e o valor
da própria presença no mundo. É
preciso que o facilitador tenha claro que é
este o seu papel. Veio facilitar um processo de
descoberta de valores e não dizer quais
são os valores, nem e o que certo e o que
é errado. O facilitador vem aprender e
ensinar através de uma troca profunda e
respeitosa com os participantes
Biodanza na Instituição
Social
As necessidades de uma determinada comunidade
vão muito além das questões
subjetivas às quais oferecemos suporte.
Assim como muitas instituições vêem
falir seus projetos por não trabalharem
a subjetividade – que baseia a auto-estima,
os vínculos e a capacidade de organização
e superação -também podemos
nos equivocar pensando que somente com a subjetividade
podemos dar condições de alavancar
mudanças significativas. Todo ser humano
precisa de condições de alimentação,
moradia, higiene para conhecer o sentimento de
dignidade. Os projetos que fazemos com Biodanza
e Educação Biocêntrica devem
levar em conta estes aspectos. Mas certamente
a logística concreta que estes aspectos
exigem não é a especialidade de
um facilitador de Biodanza. Assim é bastante
viável que os projetos de Biodanza e Educação
Biocêntrica estejam implantados em instituições
que tem estrutura instalada e objetivos claros
e eficazes. Neste caso devemos levar em conta
alguns aspectos de nossa influência e papel
institucional.
A Biodanza na Instituição
social:
Colabora desenvolvendo novas possibilidades de
relação baseadas em princípios
de solidariedade, empatia, vínculo e relação
em feedback.
Busca atuação em rede, atendendo
a totalidade das pessoas envolvidas no processo,
ou seja, público participante final, funcionários,
familiares.
Todos são parte de um único todo
orgânico, inclusive a equipe de facilitadores.
É um percurso de profilaxia da saúde
institucional, colaborando de forma eficaz com
processos de cura.
Tem como mote restabelecer significado e satisfação
de estar juntos, envolvidos com determinado propósito.
Educação Biocêntrica
A ação social está ligada
diretamente à educação. O
processo de busca de melhoria de qualidade de
vida em uma comunidade é um processo educativo.
Nossa proposta é superar a educação
bancária, do deposito de conhecimento desconectado
com a realidade do aluno. Propomos uma relação
de troca de conhecimentos, onde seja facilitada
a valorização do conhecer a partir
do desejo pelo conhecimento. Isso significa partir
das necessidades e interesses da comunidade e
de seus integrantes. Em ação social
a Biodanza nunca esta separada da Educação
Biocêntrica. Em realidade, em grande parte
dos casos, a educação biocêntrica
esta em primeiro plano, entremeando as relações
institucionais e cotidianas e a Biodanza vem como
metodologia central, mas não a única.
Um determinado grupo ou comunidade não
se abre à Biodanza na sua forma tradicional
e de aplicação. Isso não
significa que este grupo deva ser abandonado,
pois o objetivo não é a simplistamente
a Biodanza, mas sim o resgate da identidade e
integração nos níveis, pessoal,
comunitário e cósmico. A Educação
Biocêntrica oferece uma visão ampla
de recursos que poderão ser utilizados
para favorecer a este processo.
Saiba mais em www.biodanza.com.br
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