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BRASIL
– LUGAR DA ESPERANÇA
Alessandra Bosco - Itália
Tradução de Myrthes Gonzalez
De porto alegre aos mistérios da capoeira.
Cinco dias no fórum social mundial que
ajudam a redescobrir “um país tão
rico com gente tão pobre”
Horizontes
Existem aqueles que por profissão olham
por terra.
São aqueles que olham pelos pedestres nas
noites de música pela rua.
Entre corpos em festa
Tambores,cores,energia, vida.
E eles ali, imóveis
O chefe deitado entre os cruzamentos da rua
Entre os córregos de líquen
Dos humores da cidade que escorre
Depois de um gesto leve
Como um vento que se reclina
Recolheu a latinha vazia do chão
E se foi
A mulher, depois segurou o meu braço
E com doçura
Falando com os olhos
Pediu-me aquela que eu tinha em minhas mãos.
Impotente, a coloquei em sua sacola transparente.
Levantei a mão para dizer ‘tudo bem’.
Mas não é verdade, não vai
tudo bem.
Salvador continua a canta
Movendo-se sinuosa e bela
Ri acalorada
Enquanto aqueles que por oficio olham o chão
e agradecem.
Ouvi os turistas dizerem ‘ao menos elas
deixam a cidade limpa’.
Eu os levaria longe
A olhar o horizonte do mar
A voar alto
Salvador-Bahia – 19.02.2005
“Este país é assim tão
rico com esta gente assim tão pobre”.
Assim iniciou, com as palavras de um amigo brasileiro,
sob o imenso céu de Porto Alegre, minha
viagem pelo Brasil. Os primeiros cinco dias passaram
com velocidade e entusiasmo do Fórum Social
Mundial, este evento global e profundamente humano,
nascido em 2001, para fazer ouvir a voz da sociedade
civil sobre a justiça social, democracia,
ambiente, paz, identidade, cultura, direitos humanos,
mulheres, indígenas, o respeito a todas
as diversidades e a liberdade de contá-las.
A resistência contra a violação
da condição humana e a generosa
utopia segundo a qual ‘um outro mundo é
possível’ mobilizaram 150 mil pessoas
de todos os continentes que se encontraram discutindo,
confrontando idéias e práticas,
constituindo redes, iniciativas, possibilidades.
Ou também somente para ser e esperar todos
juntos um mundo melhor.
E assim, por quase uma semana de vida em comum,
percorrendo a beira da lagoa da cidade como um
passeio que conta a beleza do mundo e a sua criatividade
vista nos numerosos seminários que participei,
escolhidos entre centenas do programa –
de diversas densidades e qualidades que num caos
apenas aparente se dispõe ao longo do espaço
de alguns quilômetros do fórum.
Esta festa mundial da diversidade traz a mensagem
de resistência até mesmo na irredutibilidade
de algumas experiências de fórmula
fraca e poucos pontos de programa. Ao mesmo tempo,
é exatamente esta irredutibilidade que
pode ser considerada um limite de onde se vislumbra
uma passagem durante o fórum do tempo do
protesto para o tempo da proposta, tendo em vista
que o movimento pela justiça global está
mais incisivo em se mostrar ao mundo.
Na realidade o Fórum nasceu como um contraponto
à reunião econômica de Davos,
que reúne todo ano na estação
de esqui, Suíça, os representantes
do poder econômico, financeiro e político
mundiail. Nestes anos o crescimento constante
do fórum mundial e das edições
regionais – o fórum europeu que aconteceu
com sucesso em Florença no ano de 2002
e em Paris e Londres nos anos sucessivos-trouxe
numerosos comentários sobre a necessidade
de se fazer uma passagem para formas mais estruturadas
de organização capaz de estabelecer
um confronto e um diálogo direto com os
atores econômicos e políticos mundiais.
Esta ultima parece antes de tudo uma exigência
européia, de fronte a maioria sul americana
mais relutante a colocar-se contra o poder mundial
e que pensa a si mesmo como sociedade em movimento.
Por exemplo, através das numerosas experiências
de rede de economia solidária, os sul americanos
se reconhecem capazes de criarem ligações
espontâneas de solidariedade horizontal,
de reconstruírem comunidades seja rurais
ou urbanas em grau de trocar bens e serviços,
de reproduzir se e ter sentido autonomamente,
até com o reconhecimento, muitas vezes,
da esfera pública. É notório
o exemplo da sociedade Argentina que esta organizada
em 17 redes de economia solidária através
do tecido econômico e social do país.
Vislumbra-se assim a trama sutil do debate sobre
formas antigas, modernas e pós modernas
de fazer sociedade e gerar transformação
social, em confronto com uma diferente articulação
entre estado, mercado, e sociedade e uma diferente
dramaticidade das questões sociais.
A atmosfera de Porto Alegre
Além deste cenário, o fórum
é sobretudo a extraordinária energia
e vitalidade de testemunhar uma certa forma de
estar no mundo, que cuida do mundo – dou-me
conta enquanto encontro milhares de pessoas, cada
final de tarde aplaudindo o por do sol.
É nesta atmosfera de grande vitalidade
coletiva e profundo e renovado humanismo que experimentei
o primeiro projeto social brasileiro de minha
viagem, conduzido por uma ONG de Porto Alegre.
A RINACI propõe um processo de transformação
social através da promoção
da cidadania e integração de valores
da paz, da ética e dos direitos humanos
no âmbito das instituições
e grupos sociais.
A metodologia é original porque se baseia
sobre a filosofia do movimento internacional de
biodanza fundado nos anos sessenta por um antropólogo
chileno que fala do princípio biocêntrico-
a vida como referimento central na conduta individual
e coletiva. A biodanza , nas palavras do fundador
Rolando Toro, “mais que uma ciência,
é uma poética do encontro humano,
uma nova sensibilidade diante da existência”.De
fato a biodanza “responde a questões
de mudança social partindo da sede das
emoções que é o corpo e propondo
uma cultura da vida, de respeito e amorosidade
em relação a si mesmo, aos outros
e a natureza”.
Os rapazes e moças da ONG RINACI fazem
a intervenção através da
dança, expressão artística
e poética, promovendo experiências
de integração afetiva, de solidariedade
e de desenvolvimento do potencial criativo e vital.
No fórum a experiência da biodanza
reuniu centenas de pessoas. Pegas pelas mãos
como uma ciranda onde cada um tem o seu lugar,
convidados por belíssimas músicas
experimentamos um mundo melhor celebrando a alegria
de viver.
Em passos de dança fiz também o
caminho do espaço global do fórum
que me levou para dentro do Brasil, entre as ruas
antigas e lentas de Porto Alegre, na sede da ONG
onde encontro alguns dos fundadores da RINACI.
O grupo que idealizou esta forma de intervenção
é unido, compacto, se vê que aplica
internamente o principio biocêntrico que
origina sua atuação social. Respira-se
um ar de paz e fluidez entre eles que envolve
prazerosamente a mim também. Antropólogos,
psicólogos , pedagogos, atuam juntos com
paixão e profissionalismo realizando, por
exemplo, projetos que envolvem mulheres em situação
de violência e crianças e adolescentes
provenientes de famílias carentes, com
o objetivo de “não dar o peixe mas
ensinar a pescar” através de um processo
de integração.
A integração social esta agregada
e refletindo uma dimensão ainda mais visionária
dentro do projeto, se trabalha também a
realização em rede de troca de bens,
serviços trabalho para todos os operadores,
membros e participantes das atividades do RINACI,
porque cada atividade humana tem o seu valor dentro
da rede de cidadania. Lindo, uma pequena cidade
que celebra a vida.
Os projetos do governo Lula
Em viagem para São Paulo tive tempo para
compreender o sentido iniciático das palavras
partilhadas em Porto Alegre – um país
tão rico com um povo tão pobre.
No ônibus um desfile grandioso de natureza
– terra vermelha até o horizonte,
campos verdíssimos, batendo as assas como
uma águia – uma humanidade dolorida-
poucas casas miseráveis espalhadas entre
o campo e a periferia dos centros urbanos onde
a vida absolutamente luta furiosa com os arranha
céus da megalópole paulista.
Não ha dúvida, aqui o ideal de justiça
social se torna mais pesado, mais denso, mais
radical do que possa ser em qualquer lugar da
Europa. O Brasil é campeão de desigualdade:
1% da população mais rica possui
o mesmo que 50% da população mais
pobre: sobre uma população de cerca
de 176 milhões de pessoas, 56,9 milhões
vivem abaixo da linha de pobreza e 24,7 milhões
vivem na indigência. O salário mínimo
é de 70 euros ao mês, enquanto bastaria
1%do rendimento do país para erradicar
a indigência. E 5% para erradicar a pobreza.
É nesta realidade que se insere o programa
“fome zero” do presidente Lula , enquanto
um outro programa “bolsa –escola”
(bolsa de estudos), incentiva a retirar as crianças
do trabalho infantil e recolocá-las no
circuito de instrução compensando
as famílias que escolhem este investimento
em longo prazo.
Sempre no âmbito desta base do desenvolvimento
humano que é a instrução,educação
e cultura, visitei a secretaria de educação
do estado de São Paulo que, em colaboração
com a Unesco, promove o programa “escola
para família”.
O objetivo é o resgate da cidadania através
da instrução, a educação
para a convivência, ao encontro da paz,
das relações comunitárias
dentro da escola, da família, da cidade.
A idéia inicial é que a escola tem
particular responsabilidade na construção
de um mundo mais social. Como recorda a coordenadora
do projeto Heleninha – uma brilhante pedagoga
orgulhosa de suas origens italianas- “tradicionalmente
a escola ficou no limbo, não tomou uma
posição a respeito da construção
da sociedade, sobre as grandes questões
da paz e da guerra. Agora é hora de escolher,
se trata de construir a paz. Estamos construindo
o sonho de uma escola que reforça a ligação
cívica, a inclusão social, a auto
estima e a identidade cultural da população.
Fazemos isto através da brincadeira e do
amor”
De fato, ir a escola é a coisa mais divertida
a fazer durante o final de semana paulista para
as crianças, jovens e famílias,
vizinhos e para toda a comunidade. As 5306 escolas
de todos os graus dos 645 municípios do
estado de São Paulo abrem no sábado
e no domingo e a escola se torna lugar de encontro,
de brincar, de cultura e troca entre gerações.
Em oferta, cursos de todo o gênero, dentro
de quatro zonas principais: esporte, cultura,
dança e ginástica: é possível
participar de um grupo teatral, ou de um círculo
de escrita criativa, um de pintura ou aprender
dança do ventre e a fazer pão, língua
estrangeira, informática, artesanato,eletrônica,
discutir prevenção sanitária
e primeiros socorros, fazer escola de teoria musical
e danças populares...
A organização é impecável
e os números são impressionantes:
em cada escola há um educador que coordena
todas as atividades – 5306 oficineiros de
final de semana – coordenados por área
por 315 educadores que são , por sua vez
, coordenados por 89 diretores de outras tantas
áreas regionais em que esta dividida a
rede de ensino. Nas escolas, a oportunidade do
esporte, cultura e qualificação
profissional e de educação sanitária
são conduzidas por 5000 professores , 33
mil voluntários, 30 mil estudantes universitários
que recebem bolsa de estudo e se comprometem de
prestar serviços à comunidade em
seu percurso acadêmico. Cada mês 7
milhões de pessoas freqüentam a escola
para família.
O programa conduz a efeitos imediatos –
nos finais de semana as taxas de criminalidade
se reduzem em 30% - é no médio e
longo prazo se espera resultados mais consistentes
em termos de reforço de laços sociais
e pertencimento a comunidade, à cidade,
à escola e à família, “quando
a mensagem de convivência estiver interiorizada
por todos e, como se colo cassemos um cinto de
segurança, será o patrimônio
cultural compartilhado.”
Construir a paz também tem custos, se vê
o notável suporte de voluntários
e associações de cunho educativo
existentes no programa. Basta sonhar. Na realidade,
aquilo que toca, nestas oficinas da secretaria
de educação do estado é a
linguagem. Por algumas horas , é todo um
falar de sonhos, amor, paz, solidariedade, brincadeira...
apresentando o programa. Fala assim inclusive
o secretario do estado para educação,
Gabriel Chalita, um professor de menos de 40 anos:
“A escola para a família é
uma escola de acolhimento,um espaço de
luz. A escola não pode ser triste, chata.
A palavra ‘saber’ e a palavra ‘sabor’
têm a mesma origem. O saber deve ser saboreado.
Educar é um ato de cumplicidade, de troca,
de amor, ao qual toda a comunidade deve participar.
Depende de todos nós, educadores, pais
,alunos, construir a escola de nossos sonhos”.
O movimento dos sem terra
Reiniciei minha viagem para o norte, para Salvador
da Bahia, fazendo uma imersão dentro do
Brasil “terra dos contrastes”. Terra
sobre tudo. Sem fim. 28 vezes o tamanho da Itália,
600 milhões de hectares cultiváveis,
a possibilidade de três colheitas por ano,
sem neve, ciclones, desertos ou vulcões
para limitar a capacidade produtiva. A maior bacia
hídrica do mundo.
Os contrastes, depois , inéditos. 1% dos
proprietários de terra possuem 46% da terra
cultivável e muitas vezes não a
cultivam, enquanto que 46 milhões de famílias
de trabalhadores rurais não tem terra e
somente 32 % dos brasileiros come o suficiente.
O êxodo para as grandes cidades é
um apocalipse-30 milhões de pessoas em
30 anos – que se empilham nas favelas dos
centros urbanos que lhes oferece como horizonte,
somente outra pobreza.
É para mudar esta tocante realidade que
junta a outros movimentos sociais e sindicais
, que o movimento de trabalhadores sem terra (MST)
reivindica reforma agrária, argumentando
que podem trabalhar e assim nutrir a nação
conforme um modelo sustentável e inclusivo.
Nascido há vinte anos a partir de um movimento
da igreja católica, este movimento organiza
camponeses de todo o país, promovendo ações
legais e formas de pressão política
através da ocupação de terras
não cultivadas para dar aos camponeses.
A viagem a um dos acampamentos no interior do
estado da Bahia foi verdadeiramente uma viagem
no tempo, como se reencontrar no meio de uma luminosa
história de solidariedade e identidade
popular como foi com os fasci sicilianos no final
do século 19.
Os dias de chuva tropical,com o barro bem acima
dos tornozelos ao longo dos campos sem cultivo,
encontrei algumas famílias que ocuparam
um pedaço de latifúndio. Mulheres,
homens e crianças vivem em casebres de
madeira há oito anos, esperando que as
formalidades legais se cumpram e, talvez, recebam
8 hectares de terra por família. Neste
ínterim vivem sem água, sem luz,
sem produzir nada por que a ordem de posse pode
vir a qualquer momento, esfomeados de terra, sobrevivem
graças à solidariedade das famílias
que já ganharam a sua terra e a cultivam.
À noite arriscam a vida, como os 1671 camponeses,
sacerdotes, sindicalistas mortos nos últimos
vinte pelos capangas dos latifundiários.
Neste espaço desolado porem não
falta a escola para adultos e para crianças,
nem a dignidade de pensar-se como o povo que trabalha
para nutrir todo o Brasil-como sublinho uma bela
mulher negra na assembléia.
O fascínio da capoeira
A ultima etapa da minha viagem através
de meios de transformação social
foi a capoeira. Desde 1500 que os escravos trazidos
da África e colocados no campo e na mineração
brasileiros dançam como forma de resistência.
A escravidão que arranca do lugar de origem,
das tradições, estruturas familiares
e sociais reduzindo o homem à mercadoria,
braços para o trabalho, era combatida assim,
dança arte marcial que representava esta
condição, ensinando a batalha virtual
contra o opressor e celebrando a identidade africana.
Por 350 anos de escravidão, a capoeira
representou a vitalidade incontível da
cultura e identidade de um povo que atravessa
o tempo ate ser liberada no ano de 1937 por um
presidente brasileiro que assistiu uma apresentação
e autorizou a prática que até então
era clandestina. Hoje a capoeira é ensinada
nas escolas e faz parte do patrimônio cultural
de todos os brasileiros, enquanto o presidente
Lula promoveu o reconhecimento da comunidade negra
pedindo desculpas a África pela escravidão.
Foi uma emoção muito profunda participar
da capoeira de um grupo de rapazes e moças
negros de um bairro pobre de Salvador, dentro
de um templo da religião afro brasileira
“candomblé” , no ritmo cadenciado
dos instrumentos musicais tradicionais e dos cantos
do mestre, o professor. Toda roda, reproduzia
aquela forma perfeita que é o acompanhamento
da música com as mãos, enquanto
se alternam os jogadores ao centro para desafiar
e jogar, sem deixar de primeiro prometer lealdade
e aceitação da vitória ou
da derrota.
A virtude da capoeira se exprime nos gestos de
ataque e defesa sem contato físico com
o adversário. Representação
de potência e agilidade, fogo e ar sublimados,
acrobáticos e estéticos. A roda
representa a vida, a dinâmica interna do
circulo é o microcosmo da vida fora. O
desafio segue um ritual preciso e seus valores
são o respeito ao adversário, a
responsabilidade, a esperteza, a segurança
e a liberdade.
A nobreza da capoeira esta na escola de vida para
a dezena de crianças e adolescentes que
freqüentam as aulas nesta comunidade pobre
através de um mestre voluntário.
Depois da capoeira ainda há atividades
de percussão e dança. A ONG Bancoma
que coordena as atividades há 2 anos realizou
um espetáculo que foi em turnê pela
Itália por 40 dias, graças a uma
rede de voluntários que encontrou os espaços
para a exibição.
Pode-se refazer é só sonhar.
É isso que se ensina no Brasil generoso
que ama a vida.
QUE HOMEM É ESTE?
UM MISTO
DE SÁBIO
PROFETA
INOCENTE
CRIANÇA
ÁRVORE DA VIDA
SEIVA VIBRANTE
DE CLOROFILA.
RESPIRA AMOR
INCITA AFETO
JORRA SEXO
LIBIDO A FLOR DA PELE.
QUE HOMEM É ESTE?
QUE MEXE
COM A MENTE
COM OS MEMBROS
COM AS VÍSCERAS
COM A ESSÊNCIA
DE HOMENS EM RODA
GIRANDO EM BEIJOS
E ABRAÇOS
QUE CURAM
QUE CELEBRAM
QUE ENCARAM
A NATUREZA
BRUTA BELA DE HOMENS COMUNS VENCEDORES DERROTADOS
EXTASIADOS DEPRESSIVOS VELHOS JOVENS "NORMAIS"
SIMPLESMENTE HOMENS.
QUE HOMEM É ESTE? QUE COMO UMA ÁRVORE
LANÇA SEUS FRUTOS AO MUNDO PARA SEREM SABOREADOS
DEGUSTADOS E LANÇA AS SUAS SEMENTES DA
ÁRVORE DA SAÚDE DO VÍNCULO
DO PRAZER DA EXPRESSÃO DO TODO.
PARA TODOS AQUELES QUE QUEIRAM CONHECER A METODOLOGIA
DESTA INTELIGÊNCIA AFETIVA DO NEGRO GATO
MANHOSO INOCENTE SAFADO E MÁGICO QUE SE
CHAMA ROLANDO.
E A RODA GIRA E UM HOMEM TORO GIRA NA RODA DA
VIDA BENDITO SEJA ESTE VELHO HOMEM MENINO POETA
E ETERNO.
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